Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, no Palácio do Planalto, um pacote com cinco medidas voltadas ao Microempreendedor Individual (MEI), a 12 dias do segundo turno das eleições.
O conjunto de iniciativas tem impacto fiscal relevante e busca alcançar um segmento do eleitorado que, segundo avaliação da própria campanha, ainda resiste ao governo: a classe média que empreende. A avaliação é da analista de Política da CNN Edilene Lopes ao CNN 360°.
Contexto político e eleitorado-alvo
Edilene destacou que Lula tem mirado a classe C de forma mais ampla neste segundo turno.
Segundo ela, embora o governo tenha conquistado parte desse eleitorado com medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, não conseguiu abarcar plenamente os empreendedores e autônomos que não possuem carteira assinada.
“O presidente Lula não conseguiu abarcar, principalmente aqueles que são os empreendedores e autônomos que não são CLT”, afirmou Edilene.
Essa dificuldade, segundo ela, reflete uma revisão que o Partido dos Trabalhadores tem enfrentado em relação às novas relações do mundo do trabalho.
A avaliação interna entre petistas é de que a medida de isenção de dívidas dos MEIs, lançada entre o primeiro e o segundo turno, chegou tarde.
“É uma leitura tardia que deveria ter vindo antes e, se tivesse vindo, talvez o presidente Lula tivesse conseguido mais apoio desse eleitorado”, disse Edilene.
