A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou uma reação de deputados, senadores e governadores eleitos do Partido Liberal (PL) diante da queda na mobilização política desde o primeiro turno das eleições.
Chefes da campanha acreditam que a vitória parcial gerou um clima de “já ganhou” entre os aliados, que reduziram a presença nas ruas e a atuação nas redes sociais.
A preocupação também passa pelas propostas anunciadas por Lula às vésperas do segundo turno. O presidente reajustou o valor mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, com pagamento previsto para começar seis dias antes da votação. Nesta terça-feira, 13, o petista anunciou propostas para perdoar R$ 12,6 bilhões em dívidas de microempreendedores individuais e conceder até R$ 5 mil a pequenos negócios. Em setembro, assinou uma medida provisória para proibir as bets no país. Integrantes da campanha de Flávio avaliam que o petista continuará recorrendo a medidas eleitoreiras para atrair eleitores.
A ofensiva do PT contra Flávio
Outro motivo de preocupação é o chamado voto útil contra Flávio. Integrantes da campanha entendem que, no primeiro turno, as pesquisas que apontavam Lula à frente do senador reduziram a percepção do risco de vitória do candidato do PL entre eleitores de centro e antibolsonaristas.
