Netinho, que morreu nesta terça-feira (13/10), aos 60 anos, após lutar contra um linfoma não Hodgkin, assumiu sua bissexualidade em 2008, afirmando ter vivido uma relação com outro homem por três anos.
O assunto foi destaque no programa Telefone Sem Filtro, do Metrópoles, e comentado pelo colunista Lucas Pasin, pela jornalista Luiza Morato e pelo apresentador André Rochadel.
“Vale destacar sobre o Netinho que ele se assumiu bissexual, que teve um namoro de três anos com um homem e assumiu essa bissexualidade em 2008. É um cantor LGBT numa época em que era impensável isso na Axé Music. Não se discutia isso. Tinha preconceito no axé, sim”, disse Lucas Pasin.
O titular desta coluna continuou: “As pessoas nem sabiam muito sobre isso até hoje. Embora ele falasse sobre isso abertamente, inclusive em entrevistas, é um assunto pouco falado e difícil de lidar com o preconceito na música. Acaba sendo uma representatividade no Axé Music”.
Rochadel concordou com o colunista e completou: “Em 2008, falar sobre bissexualidade já era difícil. Ele pode ter ajudado muita gente a tocar melhor nesse assunto”.
A revelação de Netinho sobre sua bissexualidade aconteceu em entrevista à revista Quem. “Já tive experiência homossexual. Foi há algum tempo, foi interessante”, disse o artista na ocasião. “É a filosofia de que devemos passar por tudo na vida. Deus é energia, quando a gente morre é escuro total. Morreu, acabou. A oportunidade é agora.
