O Vaticano informou, nesta terça-feira (13), que o papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar. A enfermidade tem origem nas cédulas glandulares, ou seja, aquelas responsáveis por produção e secreção de substâncias como enzimas e hormônios, sendo um dos tipos mais comuns do câncer de pulmão.
Em fases iniciais pode não provocar sintomas, mas quando aparecem costumam ser: dor toráciaca, falta de ar e rouquidão.
No caso do pontífice, inicialmente, ele tinha sido diagnosticado com um nódulo no pulmão e, por isso, foi submetido à uma cirurgia. Parte do lobo inferior do pulmão do religioso foi retirado por meio de uma videotorascoscopia realizada no Hospital Gemelli, em Roma.
Além de pulmonar, a adenocarcionama também pode ser colorretal, de próstata, de mama ou gástrica.
Segundo o médico, Dr. Antônio Cavaleiro, coordenador do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Santa Catarina Paulista, o nódulo pulmonar são pequenas formações arredondadas que costumam medir até 3 cm.
A maioria deles não são câncer, mas alguns tumores malignos, como a adenocarcionama, podem sim se apresentar como um nódulo pulmonar.
“Por isso, identificar um nódulo não significa necessariamente ter câncer. É preciso avaliar suas características, tamanho, crescimento e os fatores de risco do paciente para definir a necessidade de investigação”, explicou o médico.
