A tarde chuvosa desta terça-feira (13/10) refletiu o clima de luto e desolação durante o enterro do casal assassinado a tiros dentro da própria casa, em Ceilândia (DF) na madrugada de domingo (11/10).
Apesar do mau tempo, o cemitério ficou lotado de amigos e familiares que, às 15h30, se reuniram para uma última despedida de Larissa Rodrigues, 24 anos, e Alan Tons, 34. A cerimônia foi marcada por lágrimas, abraços e, sobretudo, por uma profunda indignação com a violência desmedida que interrompeu a vida do casal.
Larissa era a caçula de quatro irmãos e trabalhava como vendedora de docinhos. Descrita pela família como como “uma pessoa sempre alegre, animada e sem inimizades”, ela e Alan estavam juntos havia pouco menos de um ano.
A dor de quem fica é o retrato mais cruel da tragédia. Os tios de Larissa, Gilberto Rodrigues de Sousa e Célia Rodrigues de Sousa, tentaram traduzir em palavras o vazio deixado.
Visivelmente abalado, Gilberto descreveu a sobrinha com carinho: “Um primor de gente”. Sobre o companheiro dela, o tio lembrou de sua essência pacífica e da ligação com a música: “Ele não tinha medo de nada, era um cara de boa, cantava na noite”.
A mãe de Larissa é uma das mais afetadas pela perda precoce. Segundo Gilberto, a família está “estraçalhada”. “Só quem perdeu um filho sabe como é a dor. Ela [a mãe de Larissa] está desolada, só chora, tá meio aérea com tudo ainda”, lamentou o tio.
