A escalada da disputa judicial entre as campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Lula (PT) levou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, a reunir nesta terça-feira, 13, representantes dos dois candidatos que disputam o segundo turno.
O encontro começou às 15h50, no gabinete da Presidência da Corte, e contou também com ministros responsáveis por analisar processos envolvendo propaganda eleitoral. No centro das discussões esteve um problema que se tornou mais frequente nos últimos dias: decisões de integrantes do próprio TSE derrubando determinações tomadas por colegas.
Nunes Marques apresentou às campanhas números que dimensionam a judicialização da disputa. Nos nove dias seguintes ao primeiro turno, chegaram ao tribunal 162 processos de representação e pedidos de direito de resposta. No mesmo período da eleição de 2022, foram 51, um aumento de cerca de 220%.
A multiplicação das ações acendeu no TSE o alerta para dois riscos: decisões contraditórias sobre casos semelhantes e uma sucessão de ordens judiciais capaz de estreitar o espaço para o embate político entre Lula e Flávio.
A campanha do candidato do PL foi representada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE, e pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).
Pelo lado de Lula, participaram Fernando Neves, Henrique Neves, Wellington Dias, Ângelo Ferraro, Edinho Silva e Miguel Novaes.
