Em menos de duas semanas, o Brasil e o mundo conhecerão o próximo presidente da República. O segundo turno das Eleições 2026, marcado para 25 de outubro, será disputado pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os desafios são muitos e passam por questões como política fiscal e segurança pública. No entanto, é no campo das relações comerciais que as duas campanhas podem enfrentar uma das situações mais complexas da atualidade.
De um lado está a China, maior parceiro comercial do Brasil. Do outro, os Estados Unidos, segundo maior destino das exportações brasileiras e sob o comando de Donald Trump, que adotou uma política tarifária agressiva. Conciliar os interesses dessas duas potências será um dos desafios do próximo presidente, independentemente de quem vencer as eleições.
No caso dos Estados Unidos, a afinidade política com Trump pode facilitar o diálogo diplomático e comercial. Contudo, especialistas ouvidos pelo Canal Rural avaliam que uma eventual aproximação ideológica entre os presidentes não garante vantagens ao Brasil nas negociações com Washington, onde os interesses econômicos e estratégicos americanos também pesam nas decisões.
Alinhamento com os EUA não é automático
Enquanto Flávio Bolsonaro sinaliza uma aproximação com o governo americano, Lula tem adotado uma política externa baseada no multilateralismo e na busca por autonomia nas relações internacionais.
