A maioria dos senadores eleitos pelo Partido Liberal (PL), que somarão 28 parlamentares em 2027, chegou à Casa em virtude do compromisso com o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sua principal bandeira.
Há alguns dias, contudo, parte dessa bancada começou a considerar a possibilidade de outras medidas, que não a destituição dos juízes do STF, portanto, um "acordão".
Ouvidos reservadamente por Oeste, outros senadores do PL rejeitaram tirar o assunto da pauta.
A avaliação desses parlamentares é que o resultado das urnas representa uma cobrança por mudanças no tribunal.
Para essa ala do PL, a defesa do impeachment não pode ficar restrita ao palanque. Mesmo outras siglas, que podem ajudar na destituição de magistrados, não querem sentar-se à mesa. "Da minha parte, não haverá trégua", prometeu um senador à coluna.
Um deles observou que a prioridade, agora, será criar condições políticas para que os requerimentos sejam efetivamente analisados.
O primeiro desafio passa pela eleição para a presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027.
O comando da Casa é considerado decisivo, uma vez que cabe ao presidente receber e dar encaminhamento inicial às denúncias apresentadas contra ministros do STF.
Nesse cenário, a permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) é vista por integrantes da oposição como um obstáculo ao avanço dos processos.
