O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou a sessão desta terça-feira (13) em alta de 1%, cotado a US$ 5.733 por tonelada.
Segundo a Barchart, os preços avançaram diante de relatos de que as fortes chuvas na Costa do Marfim, maior produtor mundial da commodity, estão dificultando o acesso dos agricultores às plantações no início da colheita. O excesso de precipitação bloqueou estradas e danificou pontes, atrasando o transporte dos grãos até os portos e impedindo o início dos trabalhos em algumas áreas.
O cenário levou os contratos de cacau em Nova York à maior cotação em um mês e as perspectivas climáticas também oferecem sustentação aos preços no médio prazo. De acordo com o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, o fenômeno El Niño, que surgiu no Pacífico equatorial no mês passado, poderá estar entre os mais intensos dos últimos 75 anos.
O fenômeno costuma provocar condições mais quentes e secas em partes da África Ocidental, reduzindo a umidade do solo e submetendo os cacaueiros a estresse hídrico. Essas condições podem prejudicar o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade, aumentando as preocupações com a oferta global da commodity.
Café
As perspectivas de menor oferta de café em importantes países produtores deram sustentação às cotações futuras do arábica nesta sessão. Na bolsa de Nova York, o contrato para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,72%, cotado a US$ 2,92 por libra-peso.
