A Embrapa e quatro instituições chinesas assinaram um MoU (Memorando de Entendimento) para ampliar a cooperação científica e tecnológica entre Brasil e China, com foco no desenvolvimento e na aplicação de IA (inteligência artificial) na agricultura familiar.
O acordo foi firmado em setembro, durante missão da Embrapa ao país asiático, e tem validade de cinco anos.
O documento prevê a criação do Centro de Cooperação Brasil-China para Aplicação de IA, além de pesquisas conjuntas, intercâmbio de pesquisadores e técnicos, capacitação e instalação de centros-piloto de máquinas agrícolas inteligentes no Brasil.
Além da Embrapa, participam a Universidade Agrícola de Nanjing (NAU), a Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu (JAAS), a Sinomach Digital Technology Corporation e a Associação Internacional de Cooperação Popular (IAPC).
Segundo a Embrapa, o memorando estabelece uma estrutura para organizar projetos de interesse comum e aproximar a expertise científica, tecnológica e institucional dos dois países.
Inclusão digital
Para a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a parceria responde a um desafio estratégico. Ela alerta que, sem incluir digitalmente os pequenos e médios produtores, a distância entre eles e os produtores de grande escala tende a aumentar.
A proposta, segundo a Embrapa, não é apenas transferir soluções de um país para outro.
