Quando o sol atinge seu ponto mais alto sobre a linha meridiana que se estende de norte a sul a partir do Observatório Real de Greenwich, em Londres, com 351 anos de história, é meio-dia no Horário Médio de Greenwich (GMT), um ponto de referência tangível e físico que ajudou a estabelecer o sistema de fusos horários mundial.
A medição do tempo sempre dependeu da rotação da Terra e da posição do Sol ou da Lua no céu. Antes de observatórios como o de Greenwich, os humanos usavam relógios de sol, basicamente uma vara fincada no chão que projetava sombras conforme o Sol se movia no céu. Mas essa antiga ligação entre a Mãe Terra e os relógios modernos parece estar prestes a ser rompida.
Os responsáveis internacionais pela medição do tempo devem votar nesta quinta-feira (15) uma proposta para eliminar o que é conhecido como segundo intercalar, uma ligação minúscula, mas considerada importante por muitos, entre a rotação da Terra e o padrão de tempo mundial usado em infraestruturas críticas, como telecomunicações, redes elétricas e computadores.
Inserido nos relógios globais 27 vezes desde 1972, o segundo intercalar permite que dois sistemas de tempo funcionem em sincronia: o tempo astronômico, há muito ancorado pela rotação da Terra e medido por observatórios, e o Tempo Universal Coordenado (UTC), o padrão global definido por relógios atômicos ultraprecisos desenvolvidos na década de 1950.
