Os sinais de possível aumento da demanda por soja e derivados nos Estados Unidos movimentaram o mercado da oleaginosa nesta terça-feira (13), com investidores atentos a possíveis compras chinesas e a mudanças nas regras de biocombustíveis do país. Apesar desse cenário, o contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago em queda de 0,31%, cotado a US$ 12,83 por bushel.
Segundo a Granar, rumores de novas aquisições de soja americana pela China estão no radar dos operadores. A expectativa é de que eventuais vendas sejam divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quarta-feira (14). A valorização do óleo de soja, acompanhando a alta do petróleo, também contribui para sustentar as cotações dos derivados e influencia o mercado da oleaginosa.
O petróleo, negociado acima de US$ 90 por barril, ganhou impulso após a Bloomberg informar que a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) pretende compensar a demanda por biocombustíveis perdida com as isenções concedidas a pequenas refinarias das exigências de mistura de combustíveis renováveis.
De acordo com a agência de notícias, a proposta prevê transferir integralmente para as obrigações de mistura de 2026 e 2027 a diferença entre os volumes exigidos e aqueles dispensados às pequenas refinarias em 2025. A medida aumentaria as obrigações futuras de uso de biocombustíveis produzidos a partir de matérias-primas agrícolas, como milho e soja.
