A campanha do presidente Lula (PT) entrou com representação por propaganda eleitoral irregular contra Nikolas Ferreira (PL) e Flávio Bolsonaro (PL) pedindo a remoção de um vídeo publicado pelo deputado federal na segunda-feira (12/10), no Dia das Crianças. A gravação é protagonizada por crianças defendendo o voto anti-Lula.
No entender da campanha de Lula, o vídeo é “absolutamente apelatório, mentiroso e difamatório” contra o candidato petista e utiliza-se de menores de idade para “propagar discurso ofensivo, em evidente transgressão ao ECA e à legislação eleitoral”. O conteúdo foi postado originalmente por Nikolas, que abre o vídeo convidando as crianças a falarem, e foi depois compartilhado no canal de Whatsapp “Tropa do Flávio”.
Ao acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT afirma que o vídeo incide em diversas ilegalidades. A primeira delas, a “desinformação de segunda geração”, caracterizada pela manipulação de premissas verdadeiras para a construção de conclusões artificialmente falsas. No caso do post de Nikolas, a ideia de que as crianças estariam perdendo a sua infância por conta do governo Lula.
Outra ilegalidade seria o uso das crianças. “A infância não pode ser tratada como recurso de comunicação disponível para aumentar o impacto emocional de uma campanha. A obtenção de engajamento político não justifica constrangimento, exposição vexatória ou comprometimento da autonomia dos sujeitos retratados”, diz a representação do PT.
