Invasão, colonização, espólio de guerras, acordos diplomáticos. Diferentes vias definiram as fronteiras atuais do mundo, inclusive o simples comércio: no passado, países compravam territórios, transferindo a posse deles com base em um acordo de venda e um baú de dinheiro. Com isso, os governantes transformavam, em uma canetada, sem pegar em armas nem dar golpes, a vida de milhares, às vezes milhões, de pessoas.
O caso mais conhecido é o da evolução territorial dos EUA (cujo presidente, Donald Trump, já mencionou diversas vezes o desejo de retomar essa prática de sair às compras). Hoje, eles são o quarto maior país do mundo em área, e a maior parte dos seus 9,3 milhões de km² veio de invasões, tratados ou compras.
Os norte-americanos pagaram à Espanha para ter a Flórida. Compraram o Alasca da Rússia. Adquiriram dos franceses o direito de exclusividade para comprar terras indígenas no Território da Louisiana, uma enorme área que, atualmente, cor responde à porção central do país.
Os contornos finais do território brasileiro também surgiram de uma compra. Em 1903, com o Tratado de Petrópolis, o Brasil adquiriu o Acre da Bolívia.
Mas, além desses grandes territórios, houve transações bem mais discretas, símbolos de uma realidade que deixou de existir. Como a Suécia se portar como um reino militarista e agressivo na Europa ou a Dinamarca ser uma potência com colônias no Caribe e na África.
