O banco de investimentos norte-americano Goldman Sachs espera que o dólar seja cotado na faixa de R$ 4,70 em três meses. A revisão sobre a projeção anterior, que era de R$ 5,20, se dá após a análise de resultados do 1º turno das eleições brasileiras.
Em relatório, a instituição destacou que a valorização de mais de 4% do real sobre a moeda americana é um reflexo da surpresa do mercado sobre o nível de vantagem nos votos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao presidente Lula (PT) na disputa em 1º turno pela presidência.
Neste contexto, os investidores aumentaram as apostas de que a vantagem será mantida, garantindo a consolidação da vitória do candidato do PL no 2º turno da eleição, que acontecerá no próximo dia 25.
Consolidação das expectativas fiscais
Para que essa valorização do real se sustente no médio e longo prazo, o Goldman Sachs explica que é preciso que ocorra uma implementação efetiva das políticas fiscais esperadas pelo mercado financeiro.
A expectativa, portanto, é de um ajuste na cotação nos meses seguintes. O Goldman Sachs espera que a moeda seja negociada a R$ 4,75 em seis meses. Depois, em 12 meses, a expectativa é que a cotação fique a R$ 4,80.
“De forma mais ampla, consideramos a faixa de R$ 4,50 a R$ 4,80 como plausível em um cenário eleitoral percebido como favorável ao mercado e propício a uma postura fiscal mais restritiva.
