O Dia Mundial dos Fertilizantes é celebrado nesta terça-feira (13). Por mais que a data remeta a um insumo fundamental para a produção de alimentos, ela também lembra o Brasil de um número incômodo: cerca de 85% dos adubos utilizados no país são importados.
No entanto, existe uma parte da nutrição de plantas que é pesquisada, formulada e fabricada no país, e que ganha ainda mais relevância quando o produto que vem de fora fica mais caro e mais escasso.
É o caso dos fertilizantes líquidos e, entre os bioinsumos, dos inoculantes, produtos à base de bactérias que fixam o nitrogênio do ar e o disponibilizam para a planta. De acordo com a CropLife Brasil, no primeiro semestre de 2026, a área tratada com bioinsumos somou 46,2 milhões de hectares.
Desse total, os inoculantes responderam por 9,4 milhões de hectares, alta de 38,6% sobre o mesmo período de 2025, embora o faturamento do segmento tenha recuado 21,5%, para R$ 107 milhões.
“O Brasil tem uma indústria de nutrição de plantas que nunca parou de produzir e de inovar. São empresas que desenvolvem tecnologia para o solo tropical, com quem trabalha nele todos os dias”, afirma o CEO do Grupo GIROAgro, Leonardo Sodré.
O tema ganha peso em um ano de adubo mais curto. As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro caíram 8,8% entre janeiro e julho, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), enquanto a Conab projeta 181,64 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27.
