O Corinthians surpreendeu no último fim de semana ao anunciar uma lenda do futebol europeu (como atleta) como seu novo treinador. O holandês Clarence Seedorf foi o escolhido para tirar o Timão da crise, apesar de ter uma modestíssima carreira como técnico. Há duas décadas, o Athletico-PR fez um movimento semelhante, com o alemão Lothar Matthäus.
Capitão da Alemanha campeã do mundo em 1990, Matthäus marcou época como meio-campista do Bayern de Munique e da Inter de Milão. Eleito melhor jogador do mundo pela Fifa em 1991, ele não obteve sucesso em sua aventura como técnico, entre 2001 e 2011. Um de seus trabalhos mais infames foi justamente no Furacão, à época grafado como Atlético.
Relembre um resumo da passagem de Matthäus pelo Athletico, em texto publicado na edição 1293 de PLACAR, de abril de 2006.
Matthäus, o breve
Alemão veio, viu e não gostou. Fruto de uma jogada de marketing, ficou 46 dias no Atlético Paranaense e foi embora sem dar adeus
Por: Arnaldo Ribeiro
No princípio, a piada. Mais uma daquelas que o torcedor brasileiro tão bem conhece. Hagi no São Paulo, Ronaldo no Palmeiras, Beckham no Flamengo e… Matthäus no Atlético-PR. A diferença é que o alemão, de fato, desembarcou na Arena da Baixada. Golaço de marketing. Veio por 100 mil dólares por mês (cerca de 220 mil reais), a fim de implantar uma filosofia européia de treinamentos e projetar a marca do Furacão no exterior. Mas sua estada de 46 dias em Curitiba transformou-se em uma “pagaçao de micos”.
