O Linfoma não Hodgkin, o tipo de câncer que levou à morte do cantor Netinho nesta terça-feira (13), deve atingir mais de 12 mil brasileiros por ano, sendo 6.580 homens e 5.980 mulheres, segundo previsão do Inca (Instituto Nacional de Câncer). De acordo com o órgão, os casos têm aumentado nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.
A detecção precoce é uma estratégia para possibilitar maiores chances de um tratamento bem sucedido, uma vez que o Linfoma Não Hodgkin pode se espalhar de forma desordenada pelo corpo e atingir órgãos vitais do organismo. No caso do músico, o quadro evoluiu para uma falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Os sintomas mais comuns da doença são: suor noturno excessivo, febre, coceira na pele, perda de peso excessivo sem causa aparente e aumento dos gânglios (glândulas) do pescoço, axilas ou virilhas.
O Linfoma não Hodgkin é um câncer de sangue que surge nos linfócitos, as células de defesa do organismo. Como o tecido linfático é encontrado em todo o corpo, o câncer pode se espalhar por todas as regiões, mas os sintomas frequentes se manifestam em regiões específicas (como dito anteriormente).
No caso do Netinho, a doença se originou nos linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos que ajudam a combater infecções. No entanto, também existe o surgimento nos linfócitos T, que destroem germes ou células do corpo.
