A cúpula das Forças Armadas recebeu avisos de que o candidato à Presidência da República pelo PL (Partido Liberal), Flávio Bolsonaro, não adotará uma postura de “revanchismo”, em caso de vitória no segundo turno, contra oficiais que se aproximaram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ajudaram a pacificar os quartéis depois das eleições de 2022.
Flávio, segundo relatos feitos à CNN, pediu a emissários que levassem um recado de que deseja “virar a página” e descarta uma “caça às bruxas”, expressões usadas por interlocutores diretos do candidato.
Ele quer um governo sem militares da ativa em cargos no Palácio do Planalto ou na Esplanada dos Ministérios, como ocorreu no governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para o Ministério da Defesa, a escolha deverá ser por um civil. O mais cotado é Marcos Degaut, que era o principal executivo na América Latina do Grupo Edge na América Latina, uma empresa dos Emirados Árabes que tem avançado rapidamente na indústria bélica da região, com a compra das brasileiras SIATT, Condor e Akaer.
Com passagem pela SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) na gestão Michel Temer (MDB), Degaut foi secretário de Produtos de Defesa no governo Bolsonaro e é próximo de Eduardo, o filho do ex-presidente que hoje está autoexilado nos Estados Unidos, embora também tenha interlocução com Flávio.
