O varejo brasileiro aprofundou sua trajetória de retração em setembro, segundo o ICVA (Índice Cielo do Varejo Ampliado), divulgado nesta terça-feira (13). De acordo com o indicador, as vendas caíram 3,9% em termos reais, descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês de 2025.
O resultado foi o pior para setembro desde 2020, quando o índice registrou queda de 7,9%, e marcou o 16º mês consecutivo de retração real, ainda segundo o ICVA. O desempenho também representou piora em relação a agosto, quando o indicador apontou recuo de 2,2%.
A queda foi disseminada entre os três macrossetores acompanhados pelo índice. O setor de serviços registrou o desempenho mais negativo, com retração real de 9,0% em setembro.
Segundo o documento, o resultado foi influenciado principalmente por turismo e transporte, segmento que teve queda real de 13,0%, além do desempenho desfavorável de bares e restaurantes.
Entre bens duráveis e semiduráveis, a redução real foi de 7,3%, refletindo a fraqueza de segmentos como móveis, eletrodomésticos, lojas de departamentos, vestuário e artigos esportivos. Já as vendas de bens não duráveis caíram 0,7% em termos reais, a menor retração entre os três macrossetores, de acordo com o ICVA.
Na comparação por canal de venda, o comércio eletrônico cresceu 5,1% em termos nominais em setembro ante o mesmo período do ano anterior, enquanto o comércio físico registrou recuo nominal de 0,1%.
A queda real do varejo foi observada nas cinco regiões brasileiras.
