Por trás de um resultado de um exame diagnóstico que chega cada vez mais rapidamente às mãos do paciente, há uma sequência de etapas que precisam ser orquestradas de forma segura, responsável e atualizada de acordo com os mais recentes parâmetros científicos. Qualquer falha nas fases de identificação de amostras, transporte, preparação, processamento, interpretação e liberação pode comprometer o diagnóstico.
É nesse circuito, quase invisível ao paciente, que a tecnologia entra de forma decisiva. Laboratórios vêm automatizando tarefas repetitivas e integrando processos que, durante décadas, dependeram de uma série de intervenções manuais. O movimento acompanha a expansão de um segmento que já movimenta bilhões. Em 2025, o mercado de automação global total de laboratórios foi avaliado em 6,58 bilhões de dólares e deve chegar a 9,83 bilhões até 2031, de acordo com dados da consultoria Mordor Intelligence.
O Brasil segue essa tendência, com investimentos em plantas equipadas com estruturas modernas que reorganizam o fluxo das análises clínicas. “O futuro é, cada vez mais, desenhado com centros automatizados que possuem um cérebro que otimiza o processo de ponta a ponta, permitindo que o profissional da saúde dedique mais tempo e atenção a outras análises mais estratégicas e complexas”, defende Ana Tuñon, diretora comercial de laboratórios da Roche Diagnóstica Brasil.
Do laboratório ao resultado do exame: como a IA e a robótica estão acelerando os diagnósticos
