Se no Brasil temperaturas próximas ou um pouco abaixo de zero, registradas principalmente na região Sul, já causam espanto, imagine como é viver na cidade mais fria do mundo, cujo termômetro já chegou a -71,2ºC?
Oymyakon, uma vila na República de Sakha, na Rússia, passa o ano com a paisagem coberta de gelo. Menos de 1 mil pessoas se arriscam a morar lá e encarar os desafios desse clima congelante: são nove meses de inverno quase ininterrupto - a temperatura cai abaixo de 0°C no final de setembro e permanece negativa até meados de abril - com cerca de três horas de luz natural por dia, o que deixa os moradores com deficiência de vitamina D.
O recorde de -71,2ºC foi registrado em janeiro de 1924. De tão impressionante, há um marco com o índice, que atrai visitantes à cidade para tirar fotos. A localização, em meio a montanhas em formato de U e ar frio mais denso, é determinante para que as temperaturas permaneçam tão baixas na região.
Como é viver na cidade congelante
Toda vez que se vai sair de casa, camadas e camadas de roupas são necessárias, além de botas de pele de rena ou alce. Tarefas comuns, como levar crianças na escola (que fecha quando a temperatura chega a -52ºC), viram um desafio diário.
Ao ar livre, os carros precisam ficar com o motor ligado o tempo todo para não congelarem (ou os moradores pedem táxi para conseguir se locomover em distâncias maiores). Uma capa de lã é colocada no capô e outra no motor, além de equipamentos elétricos sob o capô.
