O recuo de Flávio Bolsonaro em relação à PEC do fim da escala 6×1 e as controversas decisões do presidente do TSE, Nunes Marques, contra o canal “Exército de Lula” no WhatsApp indicam que a campanha do candidato do PL não está tranquila no segundo turno.
Os movimentos de Flávio e de Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, ocorreram justamente após apoiadores de Lula realizarem grandes manifestações a favor do petista em São Paulo e no Rio de Janeiro, maiores colégios eleitorais do país.
Os atos deram um fôlego a Lula, ao demonstrar a capacidade de mobilização dos apoiadores do candidato do PT. Nos bastidores, contudo, as próprias lideranças petistas admitem que as manifestações ainda não furaram a bolha da militância.
A expectativa na campanha de Lula é de que a aprovação da PEC 6×1, prevista para ser votada na quarta-feira (14/10) no Senado, ajude o atual presidente da República a furar a bolha de apoio e alcançar eleitores ainda indecisos, ou até a virar votos.
É nesse cenário que Flávio anunciou, na terça-feira (13/10), que votará a favor da PEC 6×1. O anúncio foi feito por ele em entrevista à imprensa após visitar o pai na prisão domiciliar, em Brasília, após três meses proibido de encontrar o ex-presidente.
No mesmo dia, o presidente do TSE derrubou decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, e suspendeu novamente o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
