A fumaça das queimadas que encobre Manaus pode agravar problemas respiratórios e provocar efeitos sobre o sistema cardiovascular. Dados da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde de Manaus) apontam um aumento de 10,5% nos atendimentos por doenças respiratórias na rede municipal de saúde entre agosto e setembro.
Foram registrados 4.934 atendimentos em agosto e 5.452 em setembro, uma diferença de 518 registros. A secretaria afirma que não dispõe de dados específicos que relacionem os atendimentos diretamente à exposição à fumaça das queimadas.
No entanto, especialistas apontam que a exposição ao ar de má qualidade pode provocar tosse e desconforto, além de agravar doenças preexistentes, como asma e outras condições pulmonares crônicas.
A recomendação é de que a população reduza a exposição à poluição, evite atividades físicas ao ar livre e adote medidas de proteção, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.
Segundo o pneumologista Mário Sérgio Fonseca, do HUGV-Ufam (Hospital Universitário Getúlio Vargas), os gases e as partículas presentes na fumaça irritam os olhos, o nariz, a garganta e as vias respiratórias.
Em situações de exposição prolongada, os efeitos podem incluir falta de ar, piora dos sintomas respiratórios e necessidade de atendimento médico.
Pessoas com doenças cardiovasculares e gestantes também exigem atenção, devido aos possíveis efeitos da inalação de material particulado e monóxido de carbono.
