São Paulo, Em um intervalo de uma semana, entre os dias 3 e 10 de outubro, dois homens foram mortos em abordagens distintas da Polícia Militar (PM), uma na zona norte e outra na zona sul de São Paulo. No total, os mortos foram alvo de 51 tiros disparados pelos agentes, que foram acionados para atender ocorrências supostamente relacionadas à saúde mental das vítimas.
Antônio Nunes Batista, de 40 anos, foi morto com 24 tiros por PMs no dia 3 de outubro na Vila Dionísia, zona norte da capital paulista. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem estava em um suposto surto e estaria ameaçando pessoas próximas com uma faca e uma barra de ferro.
Os PMs teriam abordado Antônio enquanto faziam um patrulhamento pela região. Inicialmente, utilizaram arma de eletrochoque mas, segundo o relato dos agentes, o recurso não teria sido suficiente para conter o homem. Na sequência, três policiais efetuaram disparos com arma de fogo.
Imagens feitas por testemunhas registraram diversos tiros disparados pelos agentes. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada à UPA Peri 3, mas não resistiu. O Grupo Especial de Atendimento a Local de Crime (Geacrim) foi até o local apurar os fatos e coletou 24 munições de calibre.40 e um fragmento de projétil, além de três cartuchos de arma de eletrochoque, um garfo danificado e uma faca. As armas dos policiais também foram recolhidas.
