Em 1945, a Alemanha Nazista, comandada por Hitler, tentou construir seu último reator nuclear experimental, o B8. O objetivo dos nazistas era utilizá-lo para alcançar a criticalidade - uma reação em cadeia autossustentável -, o que poderia ajudar a acelerar a construção de uma bomba atômica. No entanto, o desejo passou longe de se concretizar.
Quem afirma isso é um novo estudo que analisou dois cubos de urânio utilizados no reator nazista. Curiosamente, um dos cubos foi encontrado em 2013 na gaveta de um escritório na Universidade de Maryland, nos EUA, enquanto o outro acabou localizado em um arquivo em 2011. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista PNAS Nexus no final de setembro.
No trabalho, os cientistas descobriram a porosidade interna dos cubos por meio da densidade deles. Juntando os registros históricos da quantidade de água pesada (uma variação da água comum) e grafite presentes no reator, os pesquisadores fizeram um modelo com medidas de nêutrons semelhantes às que existiam originalmente no B8.
