O MME (Ministério de Minas e Energia) iniciou as discussões para regulamentar o uso de biocombustível por embarcações, com foco na mistura de etanol ao óleo bunker, combustível derivado de petróleo usado nos navios.
Um primeiro encontro entre produtores e representantes do governo foi realizado no início de outubro, em Brasília, e os produtores sugeriram a criação de uma agenda de trabalho para tratar da regulamentação.
Segundo Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE e vice-presidente da Bioenergia Brasil, a adição de apenas 10% de etanol ao bunker representaria um mercado potencial de cerca de 50 bilhões de litros. O percentual, porém, ainda não foi definido como regra.
O MME também afirmou, durante o 2º Workshop do Programa Nacional de Combustível de Navegação, em 29 de setembro, que enviará ao Congresso, ainda em 2026, um projeto de lei para criar uma política nacional de combustíveis sustentáveis de navegação.
A pasta sugere caráter obrigatório para as metas, e o setor defende que a política mantenha alinhamento com as regras em discussão na Organização Marítima Internacional (IMO).
Encomendas de navios
A discussão ocorre em meio a uma onda de encomendas. Os armadores já pediram 336 navios que poderão ser movidos a metanol ou etanol, o que deverá representar uma demanda de 15 bilhões a 20 bilhões de litros até 2030, quando as embarcações ficarão prontas.
