O canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp, superou 4 milhões de seguidores. A página reúne apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e distribui mensagens para mobilizar a campanha pela reeleição.
Janones passou a usar o canal para compartilhar áudios, vídeos e orientações aos apoiadores depois do 1º turno das eleições. Em uma das mensagens, convocou os participantes a atuar como “soldados” na campanha e declarou que o foco era reeleger Lula.
O canal provocou uma disputa judicial, uma vez que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) acionou a Justiça Eleitoral para derrubar o grupo, alegando que Janones estava disseminando notícias falsas. O ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a do canal no WhatsApp.
A ordem foi suspensa pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que liberou o canal para funcionar novamente. A decisão manteve a possibilidade de análise do caso pelo plenário do TSE.
Em levantamento apresentado pela campanha de Flávio, Janones teria apagado 499 conteúdos do canal. Segundo a equipe do senador, a exclusão explicaria por que a área técnica do TSE não encontrou as publicações questionadas na análise do caso.
