A crise de componentes provocada pela demanda das empresas de inteligência artificial (IA) por chips e memórias começa a aparecer nas configurações de celulares. A Xiaomi lançou uma versão renovada do Redmi Note 17 Pro na China que reduz a memória RAM para 6 GB, mantendo o preço de 1.599 yuans (cerca de R$ 1.215), o mesmo cobrado pela versão com 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.
A mudança vem em um momento de pressão sobre o fornecimento de componentes eletrônicos. Fabricantes de semicondutores estão direcionando boa parte da capacidade de produção para atender servidores e equipamentos de IA, o que encarece as memórias destinadas aos celulares.
Redmi Note 17 Pro perde RAM, mas mantém preço
A nova edição do celular chega ao mercado chinês com três opções de memória: 6 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, 8 GB e 128 GB ou 8 GB e 256 GB.
As duas primeiras custam 1.599 yuans (R$ 1.215), enquanto a configuração com 8 GB de RAM e 256 GB de espaço interno sai por 1.699 yuans (cerca de R$ 1.291).
A versão original tinha opções com até 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. Na edição renovada, essas configurações mais avançadas desapareceram, dando lugar à alternativa com menos memória RAM e mais espaço interno.
Assim, quem paga o mesmo valor da versão de 8 GB de RAM pode levar para casa um aparelho com 6 GB, desde que escolha a configuração de 256 GB de armazenamento. Mas vale observar que a Xiaomi não confirmou que a mudança foi motivada pela crise de componentes.
