São Paulo -O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, se reuniu com o procurador-geral do estado, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, para conversar sobre os dois casos em que homens foram mortos após serem baleados dezenas de vezes por policiais militares em abordagens distintas, na capital paulista.
Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto por 27 tiros da PM no dia 10 de outubro, enquanto Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi morto com 24 tiros disparados por agentes, no último dia 3.
Ao Metrópoles, Nico afirmou que o procurador vai designar um promotor para acompanhar as investigações dos dois casos e disse que a ajuda é “super bem-vinda”.
Morto em possível surto
Antônio Nunes Batista foi morto estava em um suposto estado de surto quando foi morto no último dia 3 de outubro na Vila Dionísia, na zona norte de São Paulo.
Os policiais teriam abordado o rapaz enquanto faziam patrulhamento pela região. A abordagem começou com disparos de arma de eletrochoque, mas segundo o relato da polícia, o recurso não teria sido o suficiente para conter o homem.
Na sequência, segundo o registro da ocorrência, três policiais efetuaram disparos com armas de fogo. Imagens feitas por testemunhas revelam que diversos tiros são disparados. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada à UPA Peri 3, mas posteriormente morreu.
