Resumo
Funcionária afirma que empresa exigiu cerca de 160 fotos pela webcam durante cada expediente.
Sistema Sentinel AI usaria reconhecimento facial para confirmar a presença do trabalhador.
Processo alega que pedido médico para reduzir o monitoramento foi rejeitado pela companhia.
Uma funcionária afirma ter sido demitida após se recusar a aceitar um sistema de monitoramento que tiraria cerca de 160 fotos de seu rosto por dia. O caso virou uma ação judicial em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Segundo o processo, Glennis Von Sander-Timinski trabalhava de casa na Sutherland Healthcare Solutions desde 2018.
Em agosto, a companhia informou que adotaria uma ferramenta chamada Sentinel AI, que usaria a webcam do notebook para registrar uma imagem a cada três minutos durante um expediente de oito horas. Segundo o processo, o sistema também utilizaria reconhecimento facial para confirmar se a funcionária estava perto do computador.
Por que a funcionária foi contra o monitoramento?
De início, ela solicitou uma adaptação por preocupação com a privacidade e com os efeitos do sistema sobre a sua saúde. Seu médico enviou uma recomendação para que as capturas fossem menos frequentes, afirmando que o monitoramento estava aumentando o estresse e agravando sintomas de ansiedade.
A ação alega que a empresa não aceitou reduzir a frequência. A funcionária teria recebido como alternativas aceitar o monitoramento, voltar ao trabalho presencial ou deixar a empresa.
