O presidente dos EUA, Donald Trump, estava no meio de seu discurso em um comício de campanha em Clarksville, Tennessee, o último sábado, cercado por seus apoiadores habituais: predominantemente brancos, vestidos de vermelho, usando bonés MAGA e segurando cartazes de apoio ao republicano. “É incrível. Posso dizer a coisa mais estúpida e vocês todos aplaudem”, gabou-se ele. E, de fato, a multidão, rindo, aplaudiu.
Pouco depois, no mesmo comício, o presidente lembrou as ordens executivas que assinou durante seu um ano e meio de mandato para mudar os nomes do Golfo do México e do Lago Ontário, na fronteira com o Canadá, para Golfo da América e Lago América, respectivamente, em documentos oficiais. “Agora precisamos de um mar, ou um oceano. Que tal um Oceano Trump?”, propôs, sugerindo a possibilidade de renomear o Atlântico ou o Pacífico, novamente sob aplausos e risos de seus apoiadores.
Suas bravatas não são novidade. O presidente dos EUA construiu sua imagem e sucesso eleitoral em cima de declarações ultrajantes e agressivas, ameaças que ele pode ou não cumprir, para deleite de seus apoiadores, que aplaudem seu líder por pronunciamentos que jamais tolerariam de qualquer outro político. Ele mesmo disse isso durante seu primeiro mandato: que se abrisse fogo contra um pedestre na Quinta Avenida, em Nova York, não perderia um único voto.
