No feriado de Nossa Senhora Aparecida, duas cenas das redes sociais se cruzaram sem combinar. De um lado, o deputado André Janones (Avante-MG) orientou a militância a não comentar em publicações de adversários.
Do outro, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-coach Pablo Marçal fizeram exatamente o oposto e comentaram no vídeo em que a cantora Juliette Freire questiona a ligação de Flávio com o bispo JB Carvalho.
O comentário de Flávio (“Quem é 22 curte!”) acusa a peça de explorar eleitoralmente a santa e de usar “a maior fake news das eleições”. Até a noite dessa segunda (12/10), somava cerca de 104 mil curtidas e mais de 6.100 respostas.
Marçal deixou apenas emojis com o número do PL e um “M”, que acumulavam 57 mil curtidas e mais de 1.400 respostas. No topo da seção aparecem comentários fixados de apoio, como o da deputada Erika Hilton e o do perfil Revelando, que divulga o episódio completo.
Por que comentar ajuda quem se ataca
Os algoritmos do Instagram e de outras plataformas tratam comentários e respostas como sinal de relevância, sem distinguir apoio de rejeição. Uma discussão com milhares de réplicas aumenta o tempo de permanência na publicação e indica à plataforma que vale distribuí-la a mais gente.
Há ainda o efeito vitrine: quando uma conta grande comenta, seus seguidores tendem a ver a publicação destacada, muitas vezes com o próprio comentário em evidência.
