O que os jesuítas, os bandeirantes, o poeta barroco Gregório de Matos (1636-1696) e o cantor sertanejo e celebridade Gusttavo Lima têm em comum? Mesmo separados por séculos, todos tiveram uma viola em suas mãos. Mais que um simples instrumento, a viola é uma chave para compreender a formação social do Brasil, principalmente no interior do país.
Introduzida por missionários jesuítas vindos de Portugal logo após o descobrimento, no século 16, ela começou sua trajetória na colônia, sendo utilizada na catequese dos povos originários. Depois, foi adotada pela população das nascentes áreas urbanas e dedilhada em festas populares e religiosas. Aos poucos, foi se embrenhando território adentro, acompanhando bandeirantes e tropeiros, tornando-se um símbolo da identidade do Brasil rural que vem se transformando e se expandindo ao longo do tempo, sem perder seu caráter de organizadora das relações sociais, do modo de vida e das formas de pertencimento das comunidades rurais.
“Desde sua chegada com os portugueses, a viola se ambientou bem no solo brasileiro, foi se acaipirando, até se tornar símbolo de uma sociedade, de uma matriz cultural.
