A direção da Fifa priorizou receitas recordes em detrimento dos direitos humanos na Copa do Mundo de 2026. Segundo um relatório publicado nesta terça-feira (13), a entidade não assumiu suas responsabilidades enquanto torcedores e jornalistas enfrentavam tratamento discriminatório.
A Sport & Rights Alliance, organização que atua na defesa dos direitos humanos no esporte, constatou que a Fifa dependia fortemente dos governos dos países-sede, das autoridades locais e de outras organizações para lidar com possíveis violações.
Segundo o documento, a entidade não ofereceu diretrizes, fiscalização e financiamento suficientes, nem estabeleceu consequências para os envolvidos em casos de descumprimento das regras.
O relatório aponta que o torneio, disputado por 48 seleções pela primeira vez e sediado em três países, México, Canadá e Estados Unidos, foi marcado por restrições de vistos, exigências de entrada e interrogatórios prolongados nas fronteiras.
As limitações de deslocamento também afetaram torcedores, atletas, integrantes das comissões técnicas, árbitros e jornalistas, que enfrentaram barreiras relacionadas às suas nacionalidades.
Copa de 2026 teve restrições migratórias, aponta relatório
De acordo com o levantamento, os obstáculos atingiram especialmente pessoas de países submetidos a regras migratórias mais rígidas, incluindo cidadãos de algumas das seleções participantes da Copa do Mundo.
