Operação do papa Leão XIV para retirada de nódulo deve ocorrer na terça-feira, diz Vatican
Desta vez, a notícia saiu da boca do Papa, com um relato na primeira pessoa, após recitar o Angelus, no Vaticano. “Encontraram um nódulo no meu pulmão, os médicos acham necessário intervir. Decidi fazer uma cirurgia.”
Diante de milhões de fiéis que o assistiam na Praça de São Pedro ou à transmissão em tempo real, Leão XIV revelou clareza e objetividade na comunicação, rompendo, conforme observou o vaticanista Massimo Franco, a cultura do segredo que sempre rondou a saúde dos pontífices.
O Papa Leão se interna esta manhã no Hospital Gemelli, em Roma, onde deverá ficar por uma semana para se recuperar da cirurgia pulmonar que removerá o nódulo. Ao tornar pública a própria condição de saúde, ele deu um passo adiante na era da transparência e tentou frear as especulações, em contraste com a postura sombria do passado na Santa Sé.
O pontificado de 26 anos de João Paulo II, por exemplo, ficou marcado nos últimos anos pela lenta agonia causada pela doença de Parkinson, sobre a qual os fiéis só foram informados muito tempo depois que os sintomas começaram a ser percebidos. Ao todo, o Papa passou por dez internações e três consultas no Gemelli.
Seu antecessor, João Paulo I, permaneceu apenas 33 dias à frente da Igreja Católica e morreu repentinamente, sem que a autópsia fosse realizada, desencadeando uma série de rumores e teorias da conspiração. O mistério sobre esta morte persiste até hoje.
A transparência de Leão XIV rompe a tradição de silêncio do Vaticano
