A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, fez um levantamento de mensagens que teriam sido apagadas pelo deputado André Janones (Rede-MG) do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne mais de 4 milhões de seguidores e apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a campanha de Flávio, Janones excluiu 499 conteúdos do canal. Isso explicaria por que a área técnica do Tribunal Superior Eleitoral não identificou as possíveis fake news que motivaram o pedido de suspensão do canal.
O “Exército do Lula” é um canal criado por Janones para distribuir mensagens favoráveis ao presidente e contrárias a Flávio. Os dois candidatos disputam o 2º turno da eleição presidencial.
Segundo a campanha de Flávio, Janones enviava “missões” aos seguidores do canal, orientando-os a compartilhar publicações. As mensagens, segundo a ação apresentada pelo senador, difundiam “conteúdos desinformativos e ofensivos”.
Entre os conteúdos que teriam sido excluídos estavam imputações de crimes ao ministro do TSE André Mendonça e afirmações de que Flávio, se eleito, reduziria aposentadorias e extinguiria benefícios sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Na 2ª feira (12.out.2026), a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral informou não ter encontrado, nas publicações examinadas no canal de 2 a 11 de outubro, fake news que justificassem a suspensão.
