Enrique Mackenzie viveu experiências traumáticas enquanto fazia parte da instituição da Igreja Católica Opus Dei. Além da rotina regrada e supervisionada pelos superiores, ele precisava se submeter a castigos físicos e psicológicos.
À CNN Brasil, ele contou que, entre os costumes do grupo, estavam longas horas de orações e sacrifícios. “Existem coisas que se chamam mortificação corporal, quando utilizamos um instrumento chamado cilício, uma espécie de aro com pontas que você amarra na perna e usa durante duas horas por dia”.
Mackenzie relatou que eles também usavam uma espécie de chicote enquanto faziam orações. Uma vez por semana, eles precisavam se bater nas costas com o instrumento para cumprir com as regras do Opus Dei.
Explicação oficial
No site da instituição, é esclarecido que as mortificações existem há muitos séculos na Igreja Católica e os santos mais conhecidos e estimados fizeram uso delas.
“O cilício é incômodo, sim, porque, do contrário, não teria razão de ser, mas de modo nenhum atrapalha as atividades normais de uma pessoa, e muito menos causa sangramentos”, diz o texto.
Rebatendo as cenas que aparecem no filme “O Código Da Vinci” (2006), que retrata o Opus Dei como uma seita, um dos elementos centrais de seu enredo, a organização explica que o jejum, a abstinência, as vigílias, as disciplinas e os cilícios servem para tirar as pessoas da comodidade pessoal.
