Por suposto, Kassio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) nomeado por Jair Bolsonaro e, no momento, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só enxerga um caminho para salvar a própria pele depois de descobertas suas ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, o protagonista do maior escândalo financeiro da história do Brasil: ajudar Flávio Bolsonaro a derrotar Lula no dia 25.
Daí ter vetado, em junho, a divulgação de pesquisa que apontava queda nas intenções de voto em Flávio. Daí, no último domingo (11), a pedido da campanha de Flávio, ter determinado a suspensão do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), acusado de disseminar notícias falsas. O pedido, segundo a área técnica do tribunal, carecia de provas.
Caso alcance seu objetivo, o ministro não parará por aí. O passo seguinte será julgar a ação que pede a soltura de Bolsonaro pai por meio de uma decisão liminar. Se lhe faltar ousadia para tal, levará a ação para julgamento no plenário do TSE, onde espera contar com a maioria dos votos a seu favor. Com Flávio eleito e o pai dele em liberdade, a obra de Nunes Marques estará completa - ou quase.
De camarote, assistirá à abertura, pelo novo Senado, do processo de impeachment do seu colega Alexandre de Moraes, considerado o algoz da primeira família presidencial brasileira, devolvida ao poder pela segunda vez.
