A Copel defende que as concessões de hidrelétricas vencidas ou próximas do fim sejam submetidas a novos leilões para que a competição determine o verdadeiro valor dos ativos. Segundo Diogo Mac Cord, vice-presidente de Estratégia, Novos Negócios e Transformação Digital da companhia, prorrogar os contratos apenas com base em avaliações econômicas pode impedir que o país capture o valor que os investidores estariam dispostos a pagar.
“Quando você prorroga uma concessão simplesmente por uma planilha de Excel, vira briga de premissa”, afirmou Mac Cord em entrevista ao Alta Voltagem, programa de TV da CNN, Diogo Mac Cord.
A posição está longe de ser um consenso dentro do setor elétrico e foi colocada em consulta pública pelo MME (Ministério de Minas e Energia) as regras para a renovação ou a relicitação dessas concessões.
Para o executivo, a disputa entre interessados permite confrontar as diferentes expectativas das empresas sobre preços de energia e investimentos necessários nas usinas. Ao colocar os ativos em competição, argumenta, o governo consegue testar essas avaliações e obter maior retorno para a sociedade.
“E a hora que você coloca a mercado essas premissas, você testa com o mercado as assimetrias que existem de preço, as assimetrias que existem de investimento, e com isso você consegue absorver o maior valor para a sociedade brasileira.”
Mac Cord ressaltou a dimensão do conjunto de empreendimentos em discussão.
