Quando se fala em trombose venosa profunda, muita gente ainda imagina um paciente internado, imóvel em uma cama de hospital ou se recuperando de uma grande cirurgia. Esses continuam sendo cenários importantes de risco, mas estão longe de ser os únicos.
A trombose venosa profunda ocorre quando um coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas. O problema mais temido na fase aguda acontece quando parte desse trombo se desprende e chega aos pulmões, provocando uma embolia pulmonar.
O risco, porém, não começa apenas dentro do hospital. Ele pode ser construído pela combinação de condições presentes na vida cotidiana, tratamentos médicos, doenças e características individuais.
Uma viagem longa, por exemplo, geralmente representa risco muito baixo para uma pessoa saudável. A situação muda quando horas de imobilidade se somam a obesidade, cirurgia recente, uso de hormônios, gravidez, câncer, trombofilia ou episódio anterior de trombose.
O problema é a soma dos riscos
Nos últimos anos, passamos cada vez mais tempo sentados. Trabalho diante do computador, home office e longos deslocamentos diminuíram as oportunidades de movimento durante o dia.
É preciso evitar, porém, uma conclusão simplista. Trabalhar sentado não significa que uma pessoa terá trombose. Estudos sobre comportamento sedentário e tromboembolismo venoso apresentam resultados diferentes, embora pesquisas mais recentes indiquem associação entre períodos prolongados de sedentarismo e aumento do risco.
