Entre janeiro e outubro deste ano, mais de 160 famílias procuraram a Justiça para conseguir uma internação compulsória, segundo o mapa social do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). É a maior quantidade de ações dos últimos cinco anos, desde 2021.
Em 2025, durante o mesmo período de 2026, cerca 155 pessoas tinham ajuizado uma ação para conseguir um leito, um aumento de 7,7%. No comparativo com 2021, o aumento representa 156,9%, quando 65 pessoas procuraram o MPDFT em busca de auxílio.Veja dados abaixo.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) afirmou que tem observado o número crescente de processos judiciais envolvendo a busca por uma internação da modalidade. De acordo com a pasta, a maioria dos casos são de pessoas com sofrimento psíquico e prejuízos decorrentes do uso de álcool e outras drogas.
A pasta, no entanto, declarou que a judicialização em si não representa a garantia de um leito, que depende de outros critérios técnicos, inclusive de um laudo psiquiátrico que indique a necessidade desse tipo de acompanhamento.
Até agosto deste ano, a SES realizou 128 internações compulsórias no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD). Ao longo de todo 2025 foram 186. Em leitos hospitalares foram 28 até agosto de 2026 e 44 em todo o ano anterior.
