A Meta, plataforma responsável pelo Instagram, Facebook e Whatsapp, reconheceu falhas técnicas relacionadas a anúncios e publicações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas negou que seus sistemas de distribuição de conteúdo, os algoritmos, tenham viés ideológico ou sejam usados para favorecer candidaturas.
Em documento apresentado em resposta às acusações da campanha petista nesta segunda-feira (12), a empresa afirma que a alegação de interferência nas eleições não têm fundamento e cita medidas adotadas para proteger o processo eleitoral brasileiro.
“O Facebook Brasil repudia categoricamente tal premissa. A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados”, diz o texto.
A manifestação ocorre após a campanha de Lula acusar a empresa de interferir na disputa presidencial para favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
No sábado (10), a equipe petista informou ter acionado o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e apresentado uma denúncia contra a Meta à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados).
Segundo a campanha de Lula, problemas na conta de anúncios, interrupções na contagem de visualizações e restrições ao impulsionamento de publicações teriam reduzido o alcance digital do presidente. A equipe também apontou diferenças de engajamento entre os perfis dos dois candidatos e afirmou que as dificuldades se repetiram desde dezembro do ano passado.
