O presidente Lula vem sendo estimulado por integrantes do Supremo a indicar um ministro ainda este ano, mesmo que seja derrotado na eleição presidencial. O petista não conseguiu emplacar Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Na política, é considerado um gesto de boa vizinhança que um presidente derrotado nas urnas negocie com o sucessor o preenchimento de cargos importantes que estejam vagos ou deixe a escolha para o novo governo. No caso de Lula e Flávio Bolsonaro, a expectativa é de que esse entendimento não ocorra.
Se insistir no nome de Messias, contudo, Lula corre o risco de sofrer uma nova derrota. O advogado-geral da União é ligado ao ministro André Mendonça, com quem o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União), mantém uma relação de atritos.
Já a escolha de Rodrigo Pacheco, atual ministro do TCU, ex-presidente do Senado e aliado de Alcolumbre, é vista como uma alternativa com maiores chances de aprovação. A votação caberia ao atual Congresso, no qual a direita não tem maioria.
A pedra no caminho, contudo, é o ressentimento de Lula com Pacheco. O presidente se decepcionou com a recusa do ex-senador em disputar o governo de Minas Gerais. Pacheco prolongou a indefinição a ponto de inviabilizar uma candidatura alternativa.
