Ter cachorros que vivem mais e sofrem menos com doenças relacionadas à idade é o sonho de qualquer tutor. Um estudo de longevidade na espécie canina mostrou que o sexo e, principalmente, o porte do animal podem ter grande influência em sua expectativa de vida.
Na segunda-feira (6), o Dog Aging Project divulgou os resultados do mapeamento genético de 894 cachorros de diferentes raças, sexos e portes nos Estados Unidos. A análise indica que os processos de envelhecimento são mais intensos em cães machos e de porte grande.
Explicação genética
O estudo focou na metilação do DNA, um mecanismo de regulação do material genético que funciona como marcador químico do envelhecimento.
As marcas de metilação são deixadas para evitar erros de transcrição e leitura que podem ocorrer nas interações entre as células e o material genético. Um exemplo é a atividade de “genes saltadores” como o LINE1, que se duplicam e ocupam espaços indevidos no genoma.
Na juventude, a metilação é mais eficaz em controlar a atuação do LINE1 e outros “invasores”; com o passar dos anos, esta regulação começa a falhar. Esta deficiência está correlacionada ao desenvolvimento de cânceres e outras doenças ligadas à idade avançada.
A descoberta principal do estudo é que mais de 40% das regiões do DNA “invadidas” pelo LINE1 perdem marcas de metilação enquanto o cachorro envelhece. Essa perda é 35% maior em raças de porte extragrande, em comparação com as pequenas.
