O Partido da Causa Operária (PCO) decidiu orientar seus eleitores a votar nulo no segundo turno da eleição presidencial, disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi aprovada neste domingo, 11, durante a 39ª Conferência Nacional da legenda, realizada em São Paulo.
A posição representa uma mudança em relação à eleição de 2022, quando o partido de extrema esquerda apoiou Lula contra Jair Bolsonaro. Desta vez, o PCO considera que o presidente se comprometeu com os interesses dos bancos e dos grandes empresários durante seu terceiro mandato, afastando-se das reivindicações dos trabalhadores.
"A classe trabalhadora não tem nada a ganhar ao votar em Lula", afirma o documento apresentado pela direção nacional do partido. "Por isso, nossa mensagem tem de ser inequívoca: nenhum apoio aos dois candidatos do capital, trabalhador só vota em trabalhador."
Um dos principais alvos das críticas é a política econômica conduzida pelos ministros Fernando Haddad e Simone Tebet e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O PCO acusa o governo de favorecer os interesses dos bancos e de restringir os gastos sociais por meio do arcabouço fiscal.
O partido também critica a aliança entre o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF). "O PT fez uma aliança com aquilo que tem de pior no regime político brasileiro, que é o STF", afirmou Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, durante a conferência.
