Enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informaram autoridades ucranianas na sexta-feira (9) que um acordo para permitir a exportação de diesel russo faz parte de uma tentativa de trazer a Rússia de volta à mesa de negociações, após o fracasso de esforços anteriores para iniciar conversas duradouras visando encerrar a guerra; a informação foi dada à Reuters por três pessoas a par da reunião.
O enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, disseram aos ucranianos, em uma reunião em Miami, que o presidente russo, Vladimir Putin, não estava disposto a negociar o fim da guerra na Ucrânia, que já dura quatro anos e meio, e que o acordo anunciado na semana passada poderia ajudar a retomar as negociações trilaterais.
Essa informação veio de duas das pessoas consultadas, que falaram sob condição de anonimato.
A terceira pessoa afirmou que os EUA transmitiram aos ucranianos a ideia de que o acordo sobre o diesel poderia ajudar a “suavizar” a posição de Moscou, em parte porque “envia um sinal de que Trump está aberto a realizar ações” em conjunto com a Rússia.
Esse acordo, pelo qual a Rússia fornecerá mais de 2,25 milhões de barris de diesel aos mercados dos EUA e global, provocou críticas de alguns legisladores americanos. Eles argumentam que a medida fornecerá recursos financeiros para Moscou continuar a guerra, sem obrigar Putin a fazer concessões para encerrar o conflito.
