Mais de 800 mil pessoas visitam a ilha australiana de Rottnest anualmente para desfrutar das praias de areia branca, das águas cristalinas e do quokka, um marsupial adorável e famoso que sorri em selfies. Mas o que ficou encoberto pela história e pelo tempo é que, antes de se tornar um destino paradisíaco, o local era uma prisão que mantinha cerca de 4 mil prisioneiros do povo aborígene (indígenas australianos) Noogar.
É um lugar espiritual para os guardiões tradicionais de Wadjemup, como é chamada a ilha pelo povo aborígene, explica Len Collard, professor emérito da Universidade da Austrália Ocidental e ancião Noongar. “Na história Noongar”, diz ele, “quando as pessoas morrem, seu espírito deixa o corpo e viaja para o oeste, até as ilhas, para o lugar dos fantasmas.”
“Wadjemup sempre foi uma morada dos espíritos”, explica Collard, “mas definitivamente se tornou um lugar mais espiritual após o regime colonial, depois de se tornar o local com o maior número de mortes de aborígenes sob custódia na Austrália.”
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Wadjeup como prisão aborígine
Os aborígenes australianos são uma das civilizações mais antigas do planeta, sendo os guardiões da terra, dos mares e dos céus australianos há pelo menos 65 mil anos.
