A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está apostando no chamado “efeito Renan Santos” para o segundo turno das eleições. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco ao CNN 360°.
A avaliação da equipe petista é que as críticas do candidato derrotado no primeiro turno, representante do partido Missão, têm a capacidade de alcançar eleitores fora da chamada bolha lulista e contribuir para a estratégia de desconstrução da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo Débora, Renan Santos, mesmo após ser eliminado da disputa, tem mantido ataques constantes a Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
Entre os alvos de suas críticas estão a proposta do Ministério da Prosperidade, lançada pela campanha de Flávio, e a possível participação de Pablo Marçal em um eventual governo.
Críticas que “furam a bolha”
A estratégia da campanha petista se baseia em um raciocínio específico: uma crítica a Flávio Bolsonaro feita por um petista tem um peso diferente da mesma crítica feita por um nome da direita.
“Um petista falando mal de Flávio Bolsonaro é uma coisa. Um direitista, como Renan Santos, falando mal de Flávio Bolsonaro é outra coisa”, destacou Débora Bergamasco.
Essas declarações já estão sendo amplamente reproduzidas por perfis de esquerda nas redes sociais, gerando inclusive elogios ao ex-candidato.
Renan Santos obteve cerca de 2,6 milhões de votos no primeiro turno.
