O marco da inteligência artificial que tramita no Congresso vai seguir um caminho ou outro dependendo do resultado de 25 de outubro. Entre outras coisas, ele define se empresas de tecnologia poderão usar de graça a obra de compositores, cantores, intérpretes e jornalistas.
O governo Lula defende uma espécie de Ecad da inteligência artificial, um sistema que garanta pagamento aos autores cujas obras são usadas para treinar as máquinas.
Falta saber o que pensa Flávio Bolsonaro. E poucos têm tanta legitimidade para cobrar essa resposta quanto os sertanejos que o apoiam.
O parceiro de Trump
Flávio nunca escondeu de que lado está. Na CPAC, no Texas, se apresentou como “Bolsonaro 2.0” e prometeu ser um parceiro confiável de Trump. Disse também que o Brasil pode ser a saída para os Estados Unidos deixarem de depender da China em minerais críticos. Nesse discurso, o país aparece como território a oferecer, e não como alguém com interesses próprios.
Lobby e as portas fechadas
Além das terras raras e dos data centers, as big techs estão de olho no marco legal da IA, o PL 2338, que hoje está na Câmara. O Brasil é um dos maiores consumidores de redes sociais, buscadores e chatbots do mundo, e essas empresas detestam qualquer lei que as limite. Em setembro de 2025, deputados da comissão especial que analisa o projeto viajaram ao Vale do Silício numa missão da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, comandada por parlamentares do PL.
